A qualidade do cuidado pré-natal e parto no Brasil melhorou nos últimos anos, mas ainda enfrenta desafios importantes. Um estudo baseado na Pesquisa Nacional de Saúde comparou dados de 2013 e 2019 e mostrou que, embora muitas mulheres tenham acesso ao atendimento, isso não significa que o cuidado seja sempre ideal.
O que significa cuidado pré-natal e parto
Antes de tudo, é importante entender esses dois momentos.
Por que o pré-natal é importante
O pré-natal é o acompanhamento da gestação. É nele que a mulher faz consultas, exames e recebe orientações para garantir uma gravidez saudável.
Mesmo com muitas mulheres fazendo pré-natal no Brasil (mais de 95%), a qualidade desse atendimento nem sempre é a melhor.
Como funciona o parto no Brasil
O parto pode acontecer em hospitais públicos ou privados, mas a maioria acontece pelo SUS. Em geral, médicos são os principais profissionais envolvidos nesse momento.
O que diz a Pesquisa Nacional de Saúde
A pesquisa analisou mulheres entre 18 e 49 anos e comparou dois períodos: 2013 e 2019.
Comparação entre 2013 e 2019
Os dados mostram que:
- Mais mulheres receberam informações sobre onde dar à luz
- A realização de exames importantes aumentou
- Houve mais presença de acompanhantes no parto
Ou seja, houve avanços, mas ainda não é o cenário ideal .
O que melhorou no pré-natal
Mais acesso aos serviços
Hoje, mais mulheres conseguem fazer consultas durante a gravidez. A maioria desse atendimento acontece pelo SUS, que atende mais de 70% dos casos .
Isso é um ponto positivo, pois mostra que o sistema público está alcançando grande parte da população.
Mais exames e orientações
Outro avanço foi o aumento de exames, como o de sífilis, que é importante para a saúde da mãe e do bebê.
Além disso, mais mulheres passaram a receber informações sobre o local do parto, o que ajuda a evitar problemas na hora de dar à luz .
O que ainda precisa melhorar
Apesar dos avanços, alguns problemas continuam.
Problemas com exames importantes
Mesmo com melhora, nem todas as mulheres fazem exames essenciais. Isso pode colocar em risco a saúde da mãe e do bebê .
Falta de profissionais diversos
A maioria dos partos ainda é conduzida por médicos. A participação de enfermeiros, que também são capacitados, ainda é baixa, o que poderia melhorar o atendimento.
Como é o parto no Brasil hoje
Aumento de acompanhantes
Uma boa notícia é que mais mulheres têm direito a um acompanhante durante o parto. Esse número triplicou entre 2013 e 2019 .
Isso traz mais conforto e segurança para a gestante.
Alto número de cesarianas
Por outro lado, o número de cesarianas continua muito alto, passando de 50%, quando o ideal seria bem menor .
Muitas vezes, essas cirurgias acontecem sem necessidade, por medo da dor ou decisão médica.
Desigualdades no atendimento
Nem todas as mulheres recebem o mesmo tipo de cuidado.
Fatores como:
- Baixa renda
- Baixa escolaridade
- Região onde mora
influenciam diretamente na qualidade do atendimento.
O papel do SUS
O SUS é fundamental nesse cenário, pois atende a maioria das gestantes no Brasil.
👉 https://www.gov.br/saude/pt-br
Mesmo assim, o sistema precisa de mais investimentos e melhorias para oferecer um atendimento de maior qualidade.
Caminhos para melhorar o cuidado
Para melhorar a qualidade do cuidado pré-natal e parto no Brasil, é importante:
- Investir mais na atenção básica
- Aumentar o número de profissionais de saúde
- Melhorar o acesso a exames
- Reduzir cesarianas desnecessárias
- Garantir atendimento igual para todas
Segundo o estudo, fortalecer o atendimento básico pode melhorar muito a saúde das mães e dos bebês .
FAQ – Perguntas Frequentes
Conclusão
A qualidade do cuidado pré-natal e parto no Brasil avançou nos últimos anos, principalmente no acesso e na quantidade de serviços oferecidos. No entanto, ainda existem desafios importantes, como a qualidade do atendimento, o excesso de cesarianas e as desigualdades sociais.
O estudo mostra que não basta apenas ter acesso — é preciso garantir um cuidado realmente eficaz e humano para todas as mulheres .
Melhorar esse cenário depende de políticas públicas, investimento em saúde e um olhar mais atento às necessidades das gestantes.
